terça-feira, 17 de março de 2009

Setor da construção civil brasileira está otimista para 2009

Por Edna Lima

Em meio a crise financeira o mercado da construção civil só provou o aquecimento no setor, segundo Paulo Safady Simão presidente da Câmara Brasileira da Indústria da construção (CBIC), o setor será o que mais vai crescer em 2009. Paulo Safady em sua entrevista à Agência Brasil, ainda reforça em números percentuais a alavancada para o setor. “Não será nenhum espanto que alcancemos a marca de 5% em 2009. Ainda que seja menor que os 9,2% que estávamos prevendo para 2008,2009 será um show. Com certeza ajudaremos o Brasil a não cair tanto com a crise e, de quebra, ajudaremos também o país a segurar a taxa de desemprego. Posso dizer seguramente que o nosso setor será priorizado em 2009", completou.
Para tanto otimismo Safady cita como exemplo os investimentos de mais R$ 140 bilhões em infraestrutura anunciado pelo ministro da fazenda Guido Mantega. “O governo fala de 1 milhão de novas unidades. Mesmo não atingindo essa marca, sabemos que será um número muito grande". Reforça Safady.
Apesar de a crise econômica internacional ter afetado alguns setores, o presidente da CBIC garante que o setor bateu todos os recordes de admissões em 2008. "Há que se levar em conta o número de admissões. Como qualquer setor, nós também demitimos, mas ninguém contratou tanto quanto o nosso setor, que gera mais de 1,85 milhões de empregos diretos. O saldo de 2008 foi de 260 mil contratações. Poderíamos chegar a quase 350 mil, caso não tivéssemos demitido ninguém", explicou.
Os indicadores apontam que a questão do emprego já está estabilizada na construção civil e a situação deve continuar estável até o fim de 2010.
O Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese-PA), divulgou uma pesquisa que indica um crescimento de mais de 5% no emprego com carteira assinada em Belém só no ano de 2008. Estes indicadores apontam o setor da construção civil em destaque com um crescimento de 23,36% e um saldo positivo de 2.803 postos de trabalhos.


Fonte: Agência Brasil e Notícia da Amazônia

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